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Valorizar o presente é um grande incentivo ao futuro // Web Summit

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Como uma boa trilogia do cinema, a ultima parte precisa de não apenas um, mas dois capítulos finais. Assim está sendo nosso grand finalle em Lisboa. Dois posts, em um mar de gente com grandes nomes e conteúdos.

Já no café da manhã, o noticiario apontava 2 informações importantes relacionadas a uma mesma questão. Portugal renovada com o Web Summit por mais 10 anos, está investindo 11 milhões de euros (eu disse euros) por edição para ajudar na realização do projeto. Isso por si só demonstra a crença sobre o assunto inovação e o quanto isso é valorizado oficialmente pela cidade.

Pense você a última vez que viu o logo de sua prefeitura, do seu estado, do seu país em um evento privado. Conseguiu? Agora pense novamente, qual o tema deste evento? O tema inovação deveria ser mais valorizado em um  Brasil que entrega inteligencia para diversas partes do mundo e não consegue reter talentos. Isso ajuda no crescimento de todos e retorna com uma moeda grande para as cidades. Como? De diversas maneiras, mas aproveito o gancho para a segunda informação do noticiário da manhã. Lisboa recebe 70 mil pessoas no Web Summit e grande maioria de fora, impactando em mais de 300 milhões de euros na economia. Ficou barato os 10 milhões investidos pela Prefeitura né? Esse é o ponto. A cidade vive inovação, respira economia, se alimenta de diversidade de assuntos, culturas e pessoas. No final, sonha com o futuro que com certeza será melhor.

stand do BR no Web Summit

Após o glorioso café da manhã, me joguei pra dentro do evento e aproveitei a manhã para gerar conexões e negócios. Mas não deixei de assistir a duas palestras que estavam na lista de preferências (e por conveniências estavam por perto). A primeira tinha o tema Can branded content ever be authentic? e contou com a participação do Graham McDonnell (International Creative Director, The New York Times), Colin Kavanagh (VP Global Marketing, Malibu & Kahlua), Jose Woldring (CEO & Founder , The Media Nanny) e Mimma Viglezio (Editor of, SHOWstudio). A grande questão era o relacionamento entre Marcas e Influenciadores, seu perigos, necessidades e resultados positivos em cima da autenticidade, ingrediente principal para que ambos os lados funcionem.

“A marca não deve explorar algo que não está em seu DNA. Contar histórias reais, explorar criativamente suas características ao máximo e mostrar de forma surpreendente conteúdos que estejam por trás de algo verdadeiro. Isso gera de fato impacto!” Colin Kavanagh (VP Global Marketing, Malibu & Kahlu)

Foi apresentado um case da Aboslut que demonstra um pouco dessa autenticidade falada por Colin:

Foi um painel brilhante que me lembrou muito as discussões lavantadas na última edição do projeto Ahead! do Grupo RBS, que reúne grandes especialistas  e conta com a nossa ajuda na curadoria do conteúdo. Na última, rolou um debate muito atual e similar ao que vimos hoje. O que demontra a qualidade e a sinergia do que é feito também sobre o tema no nosso amado território.

Para finalizar Colin acrescentou:

“Antigamente uma campanha passava por dezenas de pessoas em agências ate que fosse ao ar. Hoje a comunicação com influencers é instantânea. É difícil em certo ponto para as marcas. Mas você tem que deixar rolar, deixar o controle criativo na mão dos influencers, pois a autenticidade é um fator importante para o sucesso.”

A segunda palestra foi sobre um tema que me atrai muito, Health Care. O painel se chamou AI need to see a doctor  e contou com a participação de Hannah Allen (Associate Medical Director, Babylon Health), Roy Smythe (Chief Medical Officer, Philips) e Georgia Frances King (Ideas Editor, Quartz). O ponto alto foi a demonstração de uma consulta realizada através de um dispositivo portátil (tablet ou celular) e os impactos dessa tecnologia na vida de pacientes e médicos. A inteligencia artificial auxiliará em diagnosticos rápidos com relatórios instatâneos baseados em cognição facial, histórico de dados e outras informações. E a distancia não será um incoveniente nessa ligação.

Durante o debate a pergunta da vez foi o quanto essa tecnologia prejudicará as relações humanas entre médico e paciente, muito bem respondida por Roy:

“Esse tipo de solução ajudará a diminuir em até 60% o tempo perdido em uma consulta. Os médicos terão mais tempo para tratar o paciente de forma mais interessada e próxima, criando o efeito contrário ao que é temido. É importante que essa relação tenha confiança de ambas as partes e acreditamos que a tecnologia ajudará.” Roy Smythe (Chief Medical Officer, Philips)

Marcas, tratamentos médicos, conexões e um mundo de oportunidades. Assim como nós aqui em Lisboa, mais 70 mil pessoas estão refletindo os futuros da humanidade e qual o nosso papel nisso tudo. Esperamos levar mais perguntas em breve ao Brasil e envolver o máximo de pessoas possível para responde-las.

Vamos juntos, agora?

Wayner Bechelli, co fundador do Black Sheep Project.

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