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O mundo tem cura // Web Summit 2018

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Depois de muita luta e expectativa quanto a vinda a Portugal, começa oficialmente o Web Summit. Não o dia de Grand Opening, onde poucas palestras acontecem em um único palco – lind, mas só deixa a galera com água na boca.

Mas sim o dia com a máquina trabalhando para valer, aquele buffet livre de palestras com nichos típicos de todos os lugares do mundo, que você não sabe nem por onde começar.

E quer saber de uma coisa? A espera valeu a pena. O Web Summit tem uma atmosfera que une a veia empreendedora, com a conexao explicita de negocios acontecendo em todas as partes, junto com essa gama de conteúdos que são compartilhados entre diversos palcos temáticos (que não são poucos). Seguem as principais:

PandaConf, SaaS Monster, creatiff, Auto/tech & TalkRobot, Sports Trade, Startup University, UnBoxed e Planet Tech.

Um dos grandes aprendizados nisso tudo é que, assim como segue a cartilha de grandes eventos de inovação, se deve controlar o FOMO (fear of missing out) – que em alguns eventos é somado com OMG, WTF e outras siglas porradas.

Vale uma dica importante: tente permanecer em palestras seguidas nos temas de maior interesse, por dois motivos. Primeiro que assim você não perde tempo entre as caminhadas de pavilhão a outro, tendo que driblar centenas de milhares de pessoas para não chegar atrasado. Segundo que as palestras, painéis, entrevistas, são todas muito rápidas e duram em torno de 15 a 20 minutos em sua maioria – algumas até 5 minutos, believe? Então assim você consegue aprofundar mais os temas que mais tem interesse e ligar os pontos de contato para ter uma experiência e conclusão sobre tal.

Pensando dessa maneira, eu dividi meu dia nos seguintes conteúdos:

Planet TECH: 30%
> Toon Bouten (Tado): It’s getting hot in here

> Lucas Joppa (Microsoft) e Neanda Salvaterra (The Wall Street Journal): The tech is there: society needs to step up

> Pia Heidenmark Cook (IKEA): What does it mean to live a better life within the limits of one planet?

Centre Stage: 30%

> Tamar Yehoshua (Google): Earning user trust

> Stephanie McMahon (WWE): Women’s revolution

> Young Sohn (Samsung Electronics): A better world with AI

AutoTECH /TalkRobot: 20%

> Martin Hofmann (Volkswagen) e Bo Ewald (D-Wave System): Riding a quantum computing wave

> Jérôme Rigaud (NAVYA): Smart driving for smarter cities

Sports Content Makers: 20%
> Richard Arnold (Manchester United): Engagement – a secret formula

> Ralf Reichert (ESL), Meeta Singh (Henry Ford Health System) e Nate Lanxon (Bloomberg News): 2020 Vision: What does eSports need to do to break the ceiling?

Da série “De tudo que eu assisti, o que fica?”:

Um dos temas da vez foi smart cities, muito voltado à qualidade de serviços e bem estar dos humanos. Aqui fica clara a bandeira levantada por projetos e especialistas quanto a Inteligência Artificial ser SIM, de fato, benéfica para a evolução da humanidade como um todo. Na aplicação em smart cities ela vem para nos dar mais tempo, seja evitando colapsos entre heavy traffics, ou seja, aumentando o aproveitamento do que a pessoa fará nesse período em que carros não precisarão de motoristas e o ex motorista não precisará mais por em risco sua família enquanto responde seu whatsapp no volante.

Martin, do Grupo Volkswagen, apresentou ao público o projeto Quamtum 2, que tem a ambição de usar o poder da computação quântica para simular o desenvolvimento de baterias de veículos elétricos e otimizar as rotas de tráfego nas cidades. Um teste será feito em 2019, durante o próprio Web Summit (aqui saiu um OMG).

O Presidente da Samsung também abordou muito o quão seremos capazes de usar a AI a nosso favor em diversas áreas, como na saúde por exemplo. Disse também que uma das mega tendências para que isso seja potencializado é como os dados vão se conectar ao mundo real, na tecnologia de data x sensores (já fazendo uma analogia em como a Samsung está atenta aos dois ambientes na forma de produtos).

“If Data is the new Oil, Artificial Inteligence is the Engine”  Young Sohn (Samsung Electronics)

O que achei mais bacana é que a tecnologia e a inteligência artificial não foram foco apenas de evolução da espécie e, em todos os painéis, se falou muito sobre o quanto precisamos usar isso ao nosso favor para pensarmos no futuro do Planeta (agora):

Pra terminar, Lucas Joppa (Microsoft) falou:

“Não temos Planeta B, nosso principal objetivo é diminuir o consumo de energia no mundo, com a ajuda da inteligência artificial e equipamentos tecnológicos, evitando o desperdício desenfreado”.

No final, acreditamos que o mundo será um lugar melhor no futuro, com máquina, com inteligencias artificiais e com humanos por trás dela:

“A inteligência Articial não é o problema para a humanidade, ela veio para ajudar as pessoas a tomarem melhores decisões. De forma rápida e analítica. A verdade é que, as pessoas criam os problemas do mundo” Toon Bouten (Tado)

Tá bom para o primeiro dia?

Amanhã tem mais!

 

*Por Wayner Bechelli, Co-fundador do Black Sheep Project

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