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O mundo mudou e as regras também precisam mudar

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Desnormatizar com consciência e repensar o modelo dos negócios não é uma tendência e sim uma realidade global.

Brenna Huff / Unsplash

O comentarista de arbitragem Arnaldo Cezar Coelho, nas transmissões esportivas, sempre usou a expressão “a regra é clara”, ao ser questionado por Galvão Bueno com a pergunta: “pode isso Arnaldo?”. De fato, o que Arnaldo diz é que existem regras, normas que devem ser seguidas numa partida de futebol, para que haja condições de igualdade entre as duas equipes em campo. Mas você que acompanha seu time do coração, nunca se questionou porque algumas regras não são alteradas com o objetivo de tornar a disputa mais atrativa e dinâmica? Então, por que não repensamos essas normas e convenções ultrapassadas? Algumas mudanças foram introduzidas por meio da tecnologia, como árbitro de vídeo e chip dentro do gol, mas a principal mudança acontece com as pessoas.

Repensar o modelo não serve apenas para modalidades esportivas, mas para a humanidade de uma forma geral. Na época do Império Romano, por exemplo, foi normal duas pessoas se digladiarem numa arena até a morte, para fins de entretenimento. Há bem pouco tempo, era comum fumar em restaurantes, ônibus, trens e aviões. O que hoje é impensável, no passado foi algo normal, normatizado. Isso também não significa que nos dias atuais está tudo certo conosco. Atualmente, é normal passar 40 horas da semana fazendo algo que se detesta, é corriqueiro ver pessoas mentindo e trapaceando para ganhar dinheiro, é aceitável que florestas inteiras sejam devastadas em nome de um suposto desenvolvimento. Nem precisamos mencionar os últimos acontecimentos em Brumadinho!

A normose é um conjunto de hábitos socialmente aceitos que nos tornam infelizes e improdutivos. Para nós do BS Project, é chegada hora em que tudo será desnormatizado, para que novas consciências e acordos sociais possam surgir com um objetivo em comum: melhorar nossas vidas. Umas das principais abordagens da Desnormatização, segunda grande verdade do BS In, na nossa visão, é aceitação do imperfeito. Pensamos que frente a um mundo cada vez mais tecnológico, o ser humano, imperfeito e ao mesmo tempo complexo, se valoriza.  Dessa forma, acreditamos que as nossas fragilidades ganham novos contornos, tornando-se vetores de aceitação, de aproximação e até de competitividade.

Jan Genge / Unsplash

Rafael Perez, especialista em facilitação, em seu talk, no BS Festival 2018, mostrou na prática como a aceitação do imperfeito é fundamental para criar uma cultura facilitada e orientada para inovação.

“Novos paradigmas exigem novos comportamentos. Atualmente, para conquistar confiança, gestores também precisam mostrar vulnerabilidades, pois criamos identificação com o humano, não com o que é perfeito”.

A aceitação do imperfeito está em nós mesmos. Antes de idealizarmos o que não é a nossa realidade, é importante ser o que somos. Muito de nós perdemos muito tempo, tentando esconder as nossas falhas, ao invés de realizar coisas importantes, mesmo que isso não seja da maneira como sonhamos. Antes o imperfeito realizado, do que o extraordinário no papel. Que tal começar a chutar o balde com essas normas que só nos fazem mal? Esqueça esse conceito de que regimentos e convenções sociais existem para serem seguidas. Aquilo que nos é vendido como modelo de comportamento ou modelo de negócios no presente, futuramente, poderá ser visto como algo absurdo, impossível de imaginar. Ok, sabemos que a vontade é de mudar tudo, mas faça isso com responsabilidade.

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