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Gerar significado é o próximo hype

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Assim como a experiência passou a ter um novo sentido para as pessoas, conversas que geram significado e engajamento também ganham novos contornos.
Samuel Zeller / Unsplash

Existem empresas que produzem informações em escala industrial e, no entanto, possuem uma audiência insignificante. Falam pelos cotovelos e quase ninguém os ouve. Essa é mais uma das heranças da economia de serviços, que está dando lugar à economia da experiência. Para nós do BS Project, nesse novo modelo mental, será mais competitivo quem entender que os novos paradigmas não aceitam mais imposições top-dow. Não existe mais um emissor e um receptor passivo.

O que estamos dizendo é que o novo modelo de relacionamento entre as organizações e seus públicos necessita de conversas que façam sentido e gerem engajamento. Em outras palavras, a comunicação para ser efetiva, precisa estabelecer diálogo. Para haver diálogo, as empresas precisam conversar verdadeiramente com seus usuários e estabelecer com isso uma mudança de mindset. No BS Festival 2018, Luis Madeira, diretor da Uber Brands Lisboa, trouxe um cenário de falta de compreensão desse novo modelo.

“As empresas estão em uma situação de vômito: falam, falam, falam. Acontece que elas não conversam com seus consumidores. As pessoas estão indo para um lado, as empresas para o outro”.

Headway / Unsplash

Nós entendemos que existem organizações que já mudaram a sua mentalidade em relação ao diálogo com todos os seus públicos, mas existe ainda um longo caminho para essa transformação. É nesse contexto que devemos entender a necessidade de gerar significado em um mar de dados escuros. Se a inteligência passa a ser conhecimento aplicado, provavelmente estamos ingressando na era da cognição, ou seja, o nosso tempo é o do conhecimento. Isso foi apresentado por muitos speakers no último BS Festival.

“Estamos cada vez mais conectados. Com isso, grande parte das nossas ações geram dados. Esses dados devem ser utilizados em prol da sociedade, melhorando a qualidade dos serviços e da vida das pessoas”, Marcus Andrade, PR manager da 99app.

“Com a quantidade de informações que consumimos, chega a hora de transformar big data em smart data”, Ricardo Cappra, cientista de dados.

A partir desses conceitos apresentados, acreditamos que é chegada a hora de parar de falar para as paredes, ouvir com atenção a opinião do seu público e dialogar com ele. Com isso, a transformação estará mais próxima de você. Que tal abraçar a incerteza e a ambiguidade, e criar significado a partir da complexidade? Foi o que defendeu Cezar Paz, designer, empreendedor e investidor, chancelando essa visão, no BS Festival. Portanto, atreva-se a ouvir o que as pessoas têm para te dizer. Aprenda e evolua com elas. Ouse fazer diferente.

Rawpixel / Unsplash
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  • 23 de fevereiro de 2019 a 14:35
    Esther Cohen

    Jornalista e agente free em Publicidade e Assessoria de Comunicação, administro duas fan pages e, embora não seja uma empresa, gostaria de conseguir gerar mais engajamento e, não, apenas eventuais likes. Isso, principalmente, para a página do meu cliente, um neurologista que, a propósito, tem um low profile. Como o excelente e oportuno artigo de vocês deixa claro, também acredito na interlocução e na interatividade. Qualquer dica para conseguir o meu objetivo será bem-vinda.

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