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BS FESTIVAL – qualquer loucura dá certo se você está no propósito

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E o futuro do presente mostrou-se como conjugação existencial. Com 120 speakers, o BS Festival trouxe a inovação tangível a todos, em diversas áreas: saúde, educação, cultura, direito, política, mobilidade, comunicação, marketing, empreendedorismo, arte, emoção. O contato com a experiência de quem não se acomodou, nos faz perder o medo. “Uma grande história tem início, medo e sim.” (Felipe Goettems) retrata o espírito disruptivo, necessário para que alcancemos a evolução. Assim foi nossa vivência nos dias 1 e 2 de setembro, inseridos no universo  da diversidade e da conexão com o futuro. O nosso futuro!

“Antes marcas se tornavam pessoas. Hoje pessoas são marcas” (Patrícia Carneiro) ou “Clientes compram histórias” (Everson Klein) convidam à reflexão…sem-ponto-final! Yesss, nada é definitivo, apenas a necessidade de repensarmos sobre o que fazemos e como está sendo absorvido nosso trabalho, qual a necessidade do mercado, aonde queremos chegar, para depois reiniciarmos todo o processo. O que está ‘pronto’ não existe, não satisfaz. Que loucura saborosa!

Então “os pais do rock and roll viraram shoppers” (Martin Henkel) esclarece, com muita propriedade, o que mudou na geração 60+. Negligenciar os coroas pode ser perigoso para muitas marcas. São homens e mulheres que não se assustam com a tecnologia, apreciam as facilidades advindas dela, frequentam academias, consomem sem culpa, e estão distantes de qualquer estereótipo que vincule idade/comportamento. Top!!!

“Os espaços ditos inovadores, só serão inovadores de verdade se tiveres diversidade” (Onília Araújo) carimba o viver fora da norma. A inclusão de gênero, de raça e pluralidade social identifica e solidifica a imagem da empresa. A credibilidade não se constrói com blá blá blá, tem que haver atitude, ambiente sem tabu, engajamento e respeito às diferenças. Crescem, assim, o empreendimento e seus valores agregados.

Qual o futuro da Educação? Tatiana Klix trouxe dados coletados dos próprios alunos que demonstram a necessidade de inovação na área: o aluno quer ser um indivíduo, com direito de escolha, acesso à tecnologia, participação nas decisões da escola, além de atividades que os ensinem a lidar com emoções. Tema importantíssimo, discutido já há algum tempo, mas ainda seguindo uma cartilha ultrapassada. A neurociência diz que não se aprende às 7h da manhã e as aulas iniciam às 7h da manhã…#essanão.

Seguindo na linha de formação cultural, Jeff Burton coloca em pauta os valores implícitos do Vale do Silício e a importância da Universidade de Stanford para qualificar seus alunos, visando o sucesso pessoal e utilidade direta nas suas vidas. “As empresas no Vale do Silício incentivam as pessoas a empreender – vá, se não der certo, teremos um emprego para você – essa segurança é fundamental”. Apaixonado por tecnologia, Burton fala sobre a fundação de Eletronic Arts: “…o que a gente estava tentando fazer era colocar emoção em algo computacional”.

“O cachorro corre atrás do caminhão, mas se o caminhão parar ele não sabe o que fazer”. Com essa metáfora, José Cesar Martins critica a falta de atitude para uma Porto Alegre melhor. De nada adianta falar sobre inovação sem que haja a prática. Convivemos com uma violência alarmante, nossa elite não tem projetos, e o nível intelectual das produções está baixando. Segundo José, é necessário tratar assuntos complexos com a importância que merecem e não de forma superficial. Pois é!

Entrando na Jornada da Alma, com Thiago Berto, conhecemos caminhos por ele percorridos que levam à busca de um sentido para a vida e à própria essência. Não, não se trata de autoajuda! Emplacamos um papo cabeça com um cara experiente que vendeu tudo e foi morar no Butão. Rodou o mundo e acredita que na mochila da vida a gente coloca dogmas, crenças e apegos – é muito peso, gente! Thiago faz repensar normas impostas pela sociedade e ‘vida feliz’, concluindo que “qualquer loucura dá certo se você está no propósito”.

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Alice Haag

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