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AFTERNOW#3: O futuro é diverso, plural e inclusivo

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Padrões de beleza, feminismo, racismo, violência, maternidade e muito mais do universo das mulheres em todos os aspectos de suas vidas. Pensar como esses temas estão e estarão na sociedade em 30 ou 50 anos foi o foco da terceira edição do AFTERNOW, dia 4 de junho, no Pier X, em Porto Alegre. O aquecimento para o debate não podia ser melhor, um Slam Peleia (competição de poesia falada) com representantes gaúchas da modalidade agitou o público.

O debate, mediado por Estela Rocha, Google Woman Will Leader PoA, começou com os principais temas da noite expostos pelas poesias do Slam, e Estela destacou a força do encontro: “Nesses anos organizando eventos de empoderamento feminino, é a primeira vez que vejo em Porto Alegre um debate com vozes tão plurais”, celebrou.  As convidadas da noite comprovam: Patrícia Carneiro, planner premiada e co-fundadora do GPRS; Priscila Chagas,  modelo plus size e líder do Projeto AMAA; Jéssica Balbino, Produtora Cultural premiada e freelancer do Catraca Livre; Agni Oliveira, mulher trans, integrante do Casulo Estratégico e modelo da Mega Models e Josiane França, modelo e integrante do Coletivo Inclusivas.

Mas o que é estereótipo? Esse foi apenas o ponto de partida da conversa, que trouxe olhares pessoais até a definição apresentada por estudiosos do tema: “padrões de generalização social para categorizar as pessoas”.  E como esses estereótipos de hoje irão se perpetuar  em 35-50 anos?

“Espero que no futuro possamos olhar para os corpos do outro de uma forma mais humana, com mais amor”, disse Agni.

“As pessoas precisam conseguir se colocar no lugar do outro, mesmo que não consigam sentir a opressão que esse corpo sente, mas ocupar esse outro lugar de fala”, afirmou Priscila.

“Hoje a gente vive um futuro-passado. A gente está falando de futuro quando ainda precisamos equalizar o passado e presente. O futuro é diverso, plural e inclusivo”, falou Patrícia.

Três das convidadas presentes trabalham como modelo, um mercado que até pouco tempo aceitava apenas um único padrão de beleza. Agni modelo e mulher trans; Priscila, modelo plus size e Josiane, modelo e deficiente visual.  Todas trouxeram relatos de sua vivência no mundo da moda e das barreiras que enfrentam. Trazer representatividade para às mulheres é o que elas buscam com seu trabalho e, como lembrou Estela: “Não estamos falando de minorias. mulheres negras, gordas, trans, deficientes, esses grupos todos certamente não são minoria nesse país”.

Jessica ainda trouxe um dado alarmante: 77% das mulheres brasileira são insatisfeitas com seu corpo, segundo pesquisa da PUC-RJ de 2017. “Isso é preocupante. Não somos o “padrão”, mas nos amamos e podemos ser o futuro. Tu te amando, vai passar para a sociedade o que ela já tinha que nascer entendendo: que somos corpos diversos. Auto aceitação faz parte do futuro”, destacou.

Quer saber mais sobre o que aconteceu nessa edição do evento? Baixe o PDF com os highlights clicando aqui.

O próximo AFTERNOW será em 2 de julho, com Tati Fukamati, Fundadora da Revolução da Empatia. Saiba mais em: http://www.afternow.com.br/

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