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Abandone a normose

2 Comentários

Não sinta-se desajustado por não obedecer ao estado “normal”das coisas, pois você está olhando para o futuro.

Concorde com o Raulzito e seja uma metamorfose ambulante. Quer coisa mais sem sentido do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo? Se agir assim, revendo opiniões, buscando propósito na sua crença, você fará parte de um grupo de pessoas que inovam e criam disrupções que transformam o mundo. Nós somos uma junção de desajustados e sentimos um orgulho enorme de viver no Black Sheep World, mas nem sempre as coisas foram assim. Vivemos dentro da normose e sofremos com isso, sofremos por não compreender a razão e o sentido das coisas como elas são, sentimos angústia por não aceitar regras e convenções sociais que nos impedem de evoluir coletivamente.

Agora diga-nos: você também sofre com isso? Ainda não compreendeu o seu papel no mundo? O processo de desnormatização traz à tona questões como o reencontro com a essência e a aceitação de si, como caminhos mais fáceis para encontrar o seu propósito. Aceitar os próprios erros, entender as limitações, não significa acomodação, e sim, representa autoconhecimento. Conhecer a si próprio é o primeiro passo para superar-se.

Rawpixel / Unsplash

Dentro do autoconhecimento, outras manifestações começam a crescer e tornam-se exponenciais, gerando uma nova realidade, em que pessoas agrupam-se em razão de gostos em comum. Como vivemos uma realidade de diminuição de privacidade, muitas preferências que não são socialmente aceitas, serão o elo de conexão entre as pessoas que sofrem por essas escolhas. Aos nossos olhos, os fracos serão os mais fortes. Com esse novo paradigma, cresce a possibilidade de novas composições e agrupamentos sociais, viabilizando a revolução de grupos, até então, discriminados.

Ainda não sabemos onde isso tudo vai chegar, mas acreditamos na celebração da desobediência. Não adianta ficar numa onda de resistência ao que consideramos inevitável. Termos antes vistos como negativos tornam-se aceitáveis e até mesmo celebrados. Necessários para garantir uma transformação mais acelerada e impactante. Silvio Bittencourt, professor e um dos líderes do Parque Tecnológico da Unisinos, resumiu em uma frase esse novo pensar: “A exponencialidade das tecnologias faz com que empreendedores tenham que pedir desculpas, antes de dizer por favor”.

Quer dois exemplos clássicos de onde isso ocorre? Nunca é demais lembrar que marcas como UBER e AIRBNB fizeram exatamente isso. Sorry! E quem hoje, ao transportar-se por aplicativos ou tirar férias que cabem no bolso, não valida culturalmente esses movimentos disruptivos? Outros palestrantes do BS Festival também reforçam esse conceito.


“Inovar de forma disrutpiva requer posturas audaciosas, que beiram os limites da legalidade”, Luciano Lorenz, co-founder da Webmed.


“Delinquência juvenil do skate inspira empreendedores. Sou skatista e digo: não gosto das coisas assim. Vou fazer do meu jeito. Esse foi o modus operandi dos criadores do AIRBNB, por exemplo”, Cássio Grinberg, consultor de inovação.

Então, depois de ler essas linhas, esperamos ter te encorajado a chutar o balde com a normose e dar à luz sua missão.

Jongsun Lee / Unsplash

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2 Comentários

  • 1 de fevereiro de 2019 a 22:32
    Alice Haag

    Esse texto não é somente bom, é excelente. No momento que descreve exatamente questionamentos vividos por jovens, velhos, ricos ou pobres. A doutrina do politicamente correto está cerceando escolhas, confundindo conceitos e, para piorar, criando mais preconceitos. Não sabemos mais quem somos, quando seguimos a manada. Melhor uma ovelha negra que vaquinha de presépio. TMJ

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  • 6 de fevereiro de 2019 a 09:25
    blacksheep

    Valeu Alice, comentários como o teu nos inspiram a seguir nessa batida! TMJ

    Resposta

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