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A divergência como competência

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O principal vetor da Revolução da Consciência é a diversidade cognitiva, que não fala apenas das diferenças de gênero, raça, orientação sexual, mas sim da busca de soluções a partir da divergência de pensamentos.

Mikaala Shackelford / Unsplash

Outro dia, ao ler um artigo da jornalista Aline Santos, sobre líderes tóxicos, em que a personagem Miranda do filme “O diabo veste Prada” é materializada como alguém que não tem mais espaço nos ambientes corporativos, tampouco deve ser idealizada como alguém forte e admirável, nos demos conta de que um dos principais equívocos da personagem no filme é tratar todas as suas assessoras pelo mesmo nome – Emily – como se não tivessem identidade própria, como se fossem todas iguais. É melhor acreditar que as Mirandas tenham ficado presas numa bolha dos anos 90.

Trazer o exemplo do filme e da personagem interpretada brilhantemente por Meryl Streep, como um modelo ultrapassado de relação humana no ambiente empresarial, tem tudo a ver com um dos grandes vetores da Revolução da Consciência, que é a diversidade cognitiva. As empresas, ao desenvolver projetos sobre diversidade, automaticamente voltam-se para questões de desigualdade social – no que diz respeito ao gênero, raça, nacionalidade, orientação sexual – e criam estratégias para promover inclusão, o que é louvável e genuíno. Porém, para nós do BS Project, é hora de dar um passo adiante e compreender o conceito de diversidade cognitiva, ou seja, apropriar-se do contraditório como forma de enxergar novos mundos possíveis.

Somente a partir da aplicação do conceito de formação de equipes com pensamentos divergentes e com vivências diversas, as empresas terão capacidade para resolver problemas complexos, cada vez mais comuns na rotina de qualquer segmento. Esqueça essa ideia de montar times de playmobils. Quem tiver a habilidade de canalizar diferentes backgrounds em um mesmo deck de projetos, terá uma grande vantagem de apresentar soluções nunca antes pensadas. Esse será um dos grandes ativos das empresas contemporâneas.

É claro que é fundamental falar sobre diversidade, no amplo sentido da palavra, mas é imprescindível que exista diversidade de pensamentos. Afinal, concordando e dando tapinha nas costas, vamos evoluir? A empreendedora social Juliana Hack, falou em sua palestra, no BS Festival 2018, sobre a necessidade de termos diversidade cognitiva como forma de evolução da sociedade.


“Criatividade é igual a genialidade. Pensem divergente, (pois) já tem muita gente pensando convergente. No início da vida, 98% das crianças são consideradas gênios. Aos 25 (anos), apenas 2%”, Juliana Hack, empreendedora social.

É inevitável agora, mesmo após falar sobre diversidade cognitiva, pensar no quanto é difícil ter uma escuta sensível em relação a quem tem o pensamento contrário. É um exercício de sabedoria plena, é uma evolução da alma. É, na verdade, a Revolução da Consciência.  

Levi Saunders / Unsplash

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